Contrato digital: o que é e como utilizar na negociação de imóveis?

Contrato digital: o que é e como utilizar na negociação de imóveis?

contrato digital

Não tem jeito: toda e qualquer imobiliária, seja ela de grande ou médio porte, possui uma quantidade significativa de documentos armazenados. Em sua maioria, esses materiais são criados a partir de negociações com os clientes, principalmente durante um acordo de compra, venda ou locação de imóvel. Como solução, as organizações mais modernas do setor já estão investindo no chamado contrato digital.

Se você nunca ouviu falar sobre o assunto, é o momento de correr atrás. Em resumo, o contrato digital consiste em formalizar uma parceria sem que seja preciso para as partes se locomoverem até um cartório reconhecerem assinaturas, envolvendo gastos excessivos.

Uma vez adotada essa alternativa, os envolvidos poderão garantir os seus direitos em uma formalização por meio de uma simples assinatura digital — e que estará guardada em segurança no seu e-mail.

Nos últimos tempos, essa tem sido a tendência que mais vem abalando o segmento. E como você também merece aproveitar os benefícios da novidade, trouxemos para este post todas as informações relevantes sobre o assunto. Acompanhe e fique atualizado!

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O que é um contrato digital?

No meio corporativo não se fala em outro assunto: os contratos digitais já estão dominando vários setores do mercado. Embora muitas pessoas estejam ouvindo a respeito dessa tendência, não são todas as que conhecem, de fato, o que significa o documento.

Podemos defini-lo como uma formalização, entre duas ou mais partes, que pode ser realizada por meio da internet. Isso mesmo! Ao fechar um acordo, os envolvidos recebem por e-mail todos os termos e, em seguida, precisam concordar com cada um deles. Ou seja, tal documentação possui as mesmas características dos modelos tradicionais, com a única diferença de ter todas as suas etapas elaboradas por meio de equipamentos digitais.

Para que o material possa ser reconhecido juridicamente, além de evitar uma série de fraudes, os envolvidos precisarão incluir a chamada assinatura eletrônica — que pode ser criada a partir de diferentes recursos, como é o caso da biometria, leitura da íris, criptografia ou login previamente autorizado. Assim, todos estarão protegidos e o arquivo poderá ser comprovado perante a lei. Incrível!

Como esse documento funciona?

Ao falar sobre um contrato digital, é comum que alguns indivíduos fiquem inseguros a respeito da sua validade perante a lei. Mas não se preocupe! De acordo com a Lei Modelo da Uncitral, criada em 1996, “não serão negados efeitos jurídicos, eficácia ou validade à informação apenas porque o documento consta em formato eletrônico”.

E mais: conforme consta na MP 2.200-2/01, são garantidas a validade, autenticidade e integridade dos documentos digitais. Isso quer dizer que esses arquivos são aceitos por lei, desde que estejam aptos a cumprir as obrigações de um contrato escrito, como:

  • Servir como uma alternativa probatória;
  • Declarar os desejos das partes envolvidas no acordo;
  • Mostrar, de forma clara e objetiva, o conteúdo da negociação.

Leia também: transformação digital nas imobiliárias – como se preparar?

Quais são os passos para criar um contrato digital?

Agora que você já sabe que o contrato digital possui validade jurídica e, de quebra, é uma modalidade segura, econômica e acessível para o seu negócio, o que acha de aprender como criar esse tipo de documento?

Para isso, será preciso considerar alguns fatores importantes, que mostramos logo abaixo. Confira!

1. Cite as partes envolvidas

Existem algumas informações extremamente necessárias em um contrato — e as partes envolvidas no acordo são fundamentais. No documento, é importante preencher o máximo de dados, evitando assim que confusões e erros aconteçam. Entre os detalhes que merecem a sua atenção e não podem ficar de fora do arquivo estão:

  • Nome;
  • Endereço;
  • Documentos de identidade.

Por outro lado, se estivermos falando de contratos empresariais, ou seja, um acordo feito entre duas organizações, as informações necessárias serão:

  • Razão social;
  • Endereço da empresa;
  • Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
  • Dados pessoais do representante da corporação.

2. Descreva a negociação

Outro fator importante no material, é a descrição das obrigações de ambas as partes. É essencial sinalizar, com riqueza de detalhes, os direitos e deveres dos envolvidos no acordo — o serviço que está sendo prestado, os valores, as especificações previamente combinadas, a vigência do contrato e por aí em diante.

Lembre-se também de incluir as cláusulas que determinam o descumprimento do acordo, com o objetivo de garantir a proteção dos indivíduos e, inclusive, as suas possíveis penalizações.

3. Invista em uma plataforma 

Considere ainda contar com o apoio de plataformas especializadas em contratos digitais. Com o acompanhamento de profissionais capacitados, você terá mais facilidade para gerenciar e enviar os documentos, sem correr o risco de perder a sua validade jurídica ou cometer falhas ao longo do processo.

Então, o que achou do contrato digital e os seus inúmeros benefícios para a sua empresa? Não deixe de aproveitar a novidade, otimizar o seu tempo e oferecer um serviço impecável a seus clientes. 

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